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quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Livros novos da nossa biblioteca

www.wook.pt

Aos olhos do mundo, Inês é a menina perfeita. Frequenta um dos melhores colégios nos arredores de Lisboa e relaciona-se com filhos de embaixadores e presidentes de grandes empresas. por detrás das aparências, a realidade é outra, é bem distinta. Inês e os seus amigos são consumidores regulares de drogas, participam em arriscados jogos sexuais e utilizam desregradamente a internet, transformando as suas vidas numa espiral marcada pelo descontrolo físico e emocional.
O Fim da Inocência
de Francisco Salgueiro

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Hakuiky - No reino das cores

Esta foi uma apresentação diferente. Hakuiky - No reino das cores é um livro bilingue. A história da Hakuiky é contada e cantada em português e em inglês. Os autores do texto, Rosa Barroso e Tiago Barros, e o autor da letra e da música da canção criada para a história, João Carvalho Fernandes, estiveram na EB Enxertos, no dia 20. Vão estar no dia 6 de novembro na EB do Monte, com os alunos da mesma escola e com as crianças do JI Campo da Vinha.
A história aborda de forma muito pedagógica e colorida o tema da interculturalidade. A canção,  Todos diferentes valemos mais, reforça a ideia de amizade universal. Tal como o texto, a letra da música está reproduzida em português e inglês.


Livros novos da nossa biblioteca

www.fnac.pt


segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Livros novos da nossa biblioteca

www.wook.pt

Kaloust Sarkisian completa a arquitectura de um negócio mundial do petróleo e torna-se o homem mais rico do século. Dividido entre Paris e Londres, cidades em cujas suites dos hotéis Ritz mantém em permanência uma beldade móbil, dedica-se à arte e transforma-se no maior coleccionador do seu tempo.. Mas o destino interveio. O horror da matança dos Arménios na Primeira Guerra Mundial e a hecatombe da Segunda Guerra Mundial levam o milionário arménio a procurar um novo sítio para viver: Após semanas a agonizar sobre a escolha que teria que fazer, é o filhp quem lhe apresenta a solução. Lisboa. O homem mais rico do planeta decide viver no bucólico Portugal. O país agita-se, Salazar questiona-se, o mundo do petróleo espanta-se. E a polícia portuguesa prende-o. 
Um Milionário em Lisboa
José Rodrigues dos Santos

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Livros novos da nossa biblioteca

www.fnac.pt

Indiana e Amanda Jackson sempre se apoiaram uma à outra. No entanto, mãe e filha não poderiam ser mais diferentes. Indiana, uma bela terapeuta holística, valoriza a bondade e a liberdade de espírito. Há muito divorciada do pai de Amanda, resiste a comprometer-se em definitivo com qualquer um dos homens que a deseja: Alan, membro de uma família de elite de São Francisco, e Ryan, um enigmático ex-navy seal marcado pelos horrores da guerra. Enquanto a mãe vê sempre o melhor nas pessoas, Amanda sente-se fascinada pelo lado obscuro da natureza humana. Brilhante e introvertida, a jovem é uma investigadora nata, viciada em livros policiais e em Ripper, um jogo mistério online em que ela participa com outros adolescentes espalhados pelo mundo e com o avô, com quem mantém uma relação de estreita cumplicidade. Quando uma série de homicídios ocorre em São Francisco, os membros de Ripper encontram terreno para saírem das investigações virtuais, descobrindo, bem antes da polícia, a existência de uma ligação entre os crimes. No momento em que Indiana desaparece, o caso torna-se pessoal, e Amanda tudo fará para deslindar o mistério antes que seja demasiado tarde.
O Jogo de Ripper
Isabel Allende

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Livros novos da nossa biblioteca

www.fnac.pt

   Caros amigos roedores, o meu nome é Stilton, Jerónimo Stilton! Dirijo o Diário dos roedores, o jornal mais famoso da Ilha dos Ratos. Vocês conhecem-me, eu sou um senhor, ou melhor, um roedor um pouco medricas! pois mesmo assim, aconteceu-me participar num campeonato de luta...
Como dizem? A luta não é coisa para mim? Pois têm razão. A verdade é que eu não estava para participar como concorrente, mas como prémio! Mas vamos por partes...Certa manhã, estava eu muito tranquilo a trabalhar no meu escritório do Diário dos Roedores quando ouvi um estranho ruído que vinha da janela.
 - Tic! Tic! Tic!
  Voltei-me e vi um pombo a bicar no vidro. E a coisa mais incrível é que trazia uma mensagem urgente para mim e que vinha diretamente da Ilha dos Gatos! Brrrrr! Desenrolei-a muito, muito devagar, com os bigodes a tremer da miúfa...
És Comida Para Gato, Geronimo Stilton!

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Livros da nossa biblioteca

www.coisas.com

   Maio em Ayemenem é um mês quente e abafado. Os dias são longos e húmidos. O rio estreita e corvos pretos devoram mangas reluzentes nas árvores imóveis no seu verde-pó. Bananas vermelhas amadurecem. Jacas rebentam. Vespas dissolutas zumbem indolentes no ar suculento. Depois chocam contra a limpidez das vidraças e morrem, inchadas e aturdidas pelo sol.
   As noites são límpidas, mas inundadas de ócio e de soturna expectativa.
   Porém, no princípio de Junho, a monção sudoeste irrompe e principiam três meses de vento e água, com pequenas abertas de sol brilhante que crianças excitadas aproveitam para brincar. O campo cobre-se de um verde atrevido. As fronteiras esbatem-se à medida que as sebes de tapioca ganham raiz e florescem. Muros de tijolo cobrem-se de um verde-musgo. As pimenteiras serpenteiam pelos postes de electricidade. Trepadeiras silvestres rebentam por entre as margens de laterite e galgam as estradas inundadas. Barcos bolinam nos bazares. E peixe miúdo agita-se nas poças que enchem os buracos nas estradas do departamento de Obras Públicas.
O Deus das Pequenas Coisas
Arundati Roy

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Livros novos na nossa biblioteca

www.fnac.pt

Naquela manhã de outono, as coisas não correram nada bem. Se calhar foi por causa do despertador que tocou muito mais cedo que o costume... Ou talvez porque tive que renunciar ap pequeno-almoço, ou porque fui obrigado a fazer tudo a correr...Seja como for, aquela manhã começou mesmo mal. Parecia mesmo o típico dia não...um daqueles dias em que parece que anda tudo ao contrário. Não sei se vos disse, mas eu sou um senhor, ou melhor, um roedor muito rotineiro. de manhã gosto de acordar com calma e ficar no quente, debaixo dos cobertores, a preguiçar um bocado. Gosto de me vestir com cuidado e, principalmente, de tomar um pequeno-almoço saudável antes de sair de casa. Em resumo, não sou nada madrugador, não sou o género de rato que salta da cama ao amanhecer e fica logo cheio de genica e bem esperto.
8 Horas: Na Escola de Queijo!
Geronimo Stilton

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Com o fim de semana à porta...

Sugestões de leitura para o fim de semana:

www.leyaonline.com

   Veio antes de a minha filha nascer. Mas não teve ciúmes dela, recebeu-a como um novo membro da família.Porque era assim que ele se sentia, membro da família, cão como nós. Se para ele a minha mulher era mãe, os filhos eram irmãos. Valha a verdade que era assim que os rapazes o viam: como um irmão. Muito mais tarde, quando Kurika teve o primeiro ataque, Afonso, o filho do meio, com ele ao colo, dir-me-ia:
   - É um irmão.
   A relação mais complicada era comigo. Não só entre mim e o cão, mas entre mim e a família por causa do cão. Nunca me olhou como pai, nem eu lho consentiria. Cão é cão. E só muito a custo se foi resignando a aceitar-me como dono. Talvez porque eu o fizesse sentir mais cão do que ele gostaria de ser, o seu comportamento em relação a mim foi, durante muito tempo, contraditório, oscilava entre a submissão e a revolta, a fidelidade e a independência, entre o cão e o não cão.
Cão Como Nós
de Manuel Alegre   


www.fnac.pt


Bia pensa que os adultos se comportam de maneira muito estranha e que se preocupam com coisas que lhe parecem insignificantes ou idiotas. Mas, aparentemente, crescer é como o sarampo, que chega sem aviso e que te transforma: algumas das colegas de turma da Bia já começaram a transformar-se e e ficar parvinhas, mas o pior é o interesse que começam a ter por rapazes, mesmo algumas das suas amigas! Bia sabe muito bem o que quer: continuar como está, a pelar-se por desenhar livros aos quadradinhos e sobretudo não ter manias.
Diário de uma Tansa
de Branca Álvarez

Bom fim de semana!

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Livros da nossa biblioteca

www.amarportugal.com.pt

Ia começar o Verão de 1888 quando, a 13 de Junho, nasceu em Lisboa um menino a quem deram o nome de Fernando António porque tinha nascido no dia de Santo António. Perto do prédio onde morava havia uma igreja, a Igreja dos Mártires, cujos sinos Fernando Pessoa ouvia tocar quando era pequeno. Muito mais tarde, Fernando lembrava-se do som desses sinos e descrevia-os num poema.
Oh sino da minha aldeia,
Dolente na tarde calma,
Cada tua badalada
Soa dentro da minha alma
...
O pai era o Senhor Joaquim Pessoa e a mãe a Senhora Dona Madalena Pessoa que gostavam muito de música: o pai era crítico musical e a mãe tocava piano. Moravam no Chiado, em frente ao Teatro São Carlos, onde, naquela época, aconteciam os grandes espectáculos musicais. Fernando cresceu ouvindo a mãe a tocar piano e a ler. E deve ter sido assim que este menino se tornou um grande poeta.
O Meu Primeiro Fernando Pessoa
Manuela Júdice

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Livros da nossa biblioteca

www.nospassosdepaulo.com.br

Maria tinha seis anos e ia entrar para a escola nesse ano, mais precisamente, dentro de uma semana. Maria já sabia o que era uma semana e quantos dias tinha. Também sabia as horas, os minutos e os segundos que cada hora guardava. Já algum tempo que sabia contar. E aprendera com a mãe a fazer pequenas contas, como gente grande! A mãe de Maria sentia-se muito orgulhosa. Ela era uma mulher de números, que transformava tudo em maravilhosos cálculos matemáticos. E achava que seria bom para o mundo que todas as coisas se pudessem quantificar, até mesmo as emoções e as cores!
Os Lugares de Maria
Margarida Botelho

terça-feira, 29 de abril de 2014

Livros da nossa biblioteca

livrariasassirio.blogspot.com

Café Orfeu
Nunca tinha caído
de tamanha altura em mim
antes de subido 
às alturas do teu sorriso.

Regressava do teu sorriso
como de uma súbita ausência
ou como se tivesse lá ficado
e outro é que tivesse regressado.

Fora do teu
a minha vida parecia
a vida de outra pessoa
que fora de mim vivia.

E a que eu regressava lentamente
como se antes do teu sorriso
alguém (eu provavelmente)
nunca tivesse existido.

domingo, 27 de abril de 2014

Vasco Graça Moura 1942 - 2014 †

rmmv.org

Soneto do Amor e da Morte
Quando eu morrer murmura esta canção
que escrevo para ti. quando eu morrer
fica junto de mim, não queiras ver
as aves pardas do anoitecer
a revoar na minha solidão.

Quando eu morrer segura a minha mão,
põe os olhos nos meus se puder ser,
se inda neles a luz esmorecer,
e diz do nosso amor como se não

tivesse de acabar sempre a doer,
sempre a doer de tanta perfeição
que ao deixar de bater-me o coração
fique por nós o teu inda a bater,
quando eu morrer segura a minha mão.

Vasco Graça Moura - "Antologia dos Sessenta Anos"

terça-feira, 22 de abril de 2014

Semana de Leitura - "Minha Pátria é a Língua Portuguesa"

Na semana da Leitura....

Exposição "Rostos da Língua Portuguesa"

  800 anos da Língua Poruguesa, 40 anos de Abril
                                                 Exposição de Cartazes da Semana da Leitura
                                                               Cantinho da Poesia
                       
                                                         Eduardo Roseira e As Palavras Vivas  
                 
                                                             Oficinas de Escrita Poética

A Semana da Leitura e os autores portugueses

e-português.co.uk

Começou hoje a Semana da Leitura. Os próximos três dias serão especialmente dedicados à leitura, aos livros, aos autores, aos ilustradores, aos contadores de histórias de hoje e de ontem. Associamos este ano à celebração da Liberdade. Caso queiram, podem introduzir algum momento de leitura extra nas vossas aulas. Assim, partilhamos AQUI uma antologia de textos lusófonos. A Língua Portuguesa comemora 800 anos e anda aí mundo fora!

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Livros da nossa biblioteca

www.luso-livros.net

Marta era filha de um lavrador mediano que tinha em Pernambuco um irmão rico de quem dizia o diabo. Chamava-lhe ladrão porque, no espaço de vinte anos, lhe mandara três moedas, com os seguintes encargos: à mãe 6$000 réis fortes, às almas do Purgatório, de Negrelos, 3$000 réis, também fortes, que lhos prometera quando embarcou, e o resto para ele - "5$400 réis", dizia, "é que o maroto, podre de rico, me mandou em vinte anos!" A rapariga conversou diversos mancebos, uns da lavoura, outros da arte, e , afinal, quando o pai lhe negociava o casamento com um pedreiro, mestre-de-obras, muito endinheirado e já maduro, apareceu o José Dias, filho de um lavrador rico de Vilalva, a namoriscá-la. Este rapaz estudava latim para clérigo, mas, como era fraco, de poucas carnes e amarelo, o cirurgião disse ao pai que o moço não lhe fazia bem puxar pelas memórias. Os padres do Minho, naquele tempo, não puxavam quase nada pelas memórias; ordenavam-se tão alheios às faculdades da alma que, sem memória nem entendimento, e às vezes sem vontade, eram sofríveis sacerdotes, davam poucas silabadas no missal e liam os salmos do breviário com uma grande incerteza do que queria dizer o penitente David.
A Brasileira de Prazins
Camilo Castelo Branco

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Livros da nossa biblioteca

www.wook.pt
(...) Mal saí de casa, a minha mãe engravidou. Eu tinha quinze anos quando Zoé veio ao mundo e a vida, poço sagrado ao qual a minha irmã deve o nome de origem grega, retomou o seu curso. A minha cura, que mais parecia um milagre, a gravidez da minha mãe, surpreendente na sua idade, toda esta barafunda em que se misturavam os deuses, os templos, as igrejas, as nossas angústias, os nossos segredos de família...Tudo isto contribuiu para me perturbar o espírito. Nada me parecia muito claro. Portanto, depois do liceu, comecei a estudar Medicina. Tinha contas antigas a saldar. Porque me declararam doente com leucemia? Como foi possível este tipo de erro? Continuou a não me parecer claro. Opacidade perfeita. Comprimidos, exames ao sangue, perfusões, scanner, Doppler, IRM, não havia nada de humano nas nossas maneiras de proceder e eu recordava os velhos curandeiros que se serviam, de plantas em regiões pobres, mas com um saber bem fundamentado. Os homens que me haviam curado não possuíam água corrente, mas procuravam em primeiro lugar compreender-me, a mim e às minhas miseráveis perturbações de menino mimado.
O Sangue do Mundo
Catherine Clément

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Livros da nossa biblioteca

matosinhos-porto.olx.pt

Nas margens do Rio Pedra eu sentei e chorei. O frio do Inverno fez com que eu sentisse as lágrimas na face, e elas misturaram-se com as águas geladas que corriam diante de mim. Em algum lugar, este rio junta-se com outro, depois com outro, até que - distante dos meus olhos e do meu coração - todas estas águas se confundem com o mar (...) Eu lembro-me do meu instante mágico, daquele momento em que um "sim" e um "não" podem mudar toda a nossa existência. Parece ter acontecido há tanto tempo e, no entanto, faz apenas uma semana que reencontrei o meu amado e o perdi (...) Talvez o amor nos faça envelhecer antes da hora e nos torne jovens quando a juventude já passou. Mas como não recordar aqueles momentos? Por isso escrevia, para transformar a tristeza em saudade, a solidão em lembranças (..) Todas as histórias de amor são iguais.
Nas Margens do Rio Pedra Eu Sentei e Chorei
Paulo Coelho

terça-feira, 1 de abril de 2014

Livros da nossa biblioteca

algodaodoceparaocerebro.blogspot.com

Seria impossível passear com semelhante tempo. De manhã, ainda tínhamos dado uma volta até ao caramanchão, completamente despido de folhas, mas depois do jantar (Mrs. Reed jantava cedo quando não tinha convidados) o vento gélido do Inverno amontoara nuvens tão pesadas e a chuva caía tão cerrada e penetrante, que não podia pensar-se em sair. O facto alegrou-me; na verdade nunca apreciei passeios prolongados, principalmente em tardes frias. O regresso a casa, pelo crepúsculo triste e sombrio, com as mão e pés gelados, o coração apertado, esmagada pelas censuras da Bessie. a ama, e humilhada pela consciência da minha inferioridade física perante Eliza, John e Georgiana Reed, era o mais custoso para mim. Eliza, John e Georgiana estavam agora junto da mãe, estendida no divã, perto da lareira e rodeada pelos seus queridos (que, naquele momento, contra o seu costume, não choravam nem brigavam) e ela parecia completamente feliz. Quanto a mim, dispensara-me de fazer parte do grupo, dizendo que "Lamentava a necessidade de me afastar, mas enquanto não ouvisse dizer a Bessie a não descobrisse pela própria observação que eu me esforçava realmente por modificar o meu carácter, tornando-me mais sociável e mais conforme ao que deve ser uma menina, enquanto não me mostrasse mais atraente e graciosa e não ganhasse uma atitude mais comunicativa, natural e delicada, via-se obrigada a excluir-me dos privilégios concedidos às crianças felizes e contentes com a sua sorte."
Jane Eyre
Charlotte Brontë