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segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Livros NOVOS da nossa biblioteca

deusmelivro.com

Aqui têm uma pergunta. Vocês gostariam que alguém em vossa casa - o vosso tio Ernie, por exemplo - resolvesse transformá-la numa fábrica de peixe em conserva? Gostariam que houvesse baldes de petingas e barris de cavalas por todo o lado para onde olhassem? E se um cardume de sardinhas andasse a nadar na banheira? E se o vosso tio Ernie continuasse a fazer mais e mais máquinas - máquinas para cortar cabeças, para cortar caudas, para tirar as tripas; máquinas para as limpar e as cozer e para as amassar em latas. estão a imaginar a bagunça? estão a ver a sujeira? E pensem só no fedor! E se as máquinas do vosso tio Ernie aumentassem tanto que ocupassem todas as divisões - o vosso quarto, por exemplo, de maneira que vocês tinham que dormir num armário? E se o vosso tio Ernie dissesse que não podiam continuar a ir à escola porque tinham de ficar em casa a ajudá-lo a enlatar o peixe? Agrada-vos? Ah, mas se em vez de irem à escola tivessem que começar a trabalhar todas as manhãs às seis horas em ponto? E se não tivessem férias? E nunca vissem os vossos antigos camaradas? Gostavam? Uma ova! Bom, o Stanley Potts também não.
O rapaz que Nadava com as Piranhas
David Almond

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Livros NOVOS da nossa biblioteca

www.fnac.pt

JUNHO
Sexta-feira
Se há uma coisa que aprendi nestes meus anos todos como um miúdo é que nós temos ZERO controlo sobre a nossa própria vida. Desde que a escola acabou, não voltei a ter nada que precisasse de FAZER, nem sítio nenhum onde tivesse de IR. Bastava que o ar condicionado estivesse a funcionar e que o comando da televisão tivesse pilhas, e eu estava preparadíssimo para umas relaxantes férias de verão. Mas então, vindo do nada, aconteceu ISTO:
FAÇAM AS MALAS. VAMOS FAZER UMA VIAGEM DE CARRO!
Já não era a PRIMEIRA vez que a Mãe nos atira com uma viagem para cima sem aviso prévio. O ano passado, no primeiro dia de férias, disse que íamos à terra durante uns dias para visitar a Tia Loretta, uma das colegas dela do lar agarrou-me e só me largou quando uma funcionária lhe deu um bolo de chocolate com pepitas.
Diário de Um Banana - Assim Vais Longe
Jeff Kinney

Espelhos...


sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Livros NOVOS da nossa biblioteca

www.leyaonline.pt

A mãe de Mary Read tinha um problema, que era gostar imenso de rapazes. Muito pequenina já ela fugia de casa a tropeçar nos tamancos e corria para o cais do porto de Londres. Ia olhar para os meninos sempre atarefados, como homenzinhos, a fazerem coisas de gente grande. É estranho, e até difícil de acreditar, que a mãe de Mary Read não tivesse curiosidade pelo mar. Não lhe interessavam as viagens, nem as grandes naus mercantes, nem as coisas fascinantes que de lá saíam. Ela queria um rapaz, ou mais que um para ter em casa. Um dia trouxe um menino pela mão, deu-lhe uma tigela de sopa, mas assim que se sentou num banquinho ao lado dele a alisar a saia, o miúdo fugiu espavorido aos guinchos pela porta. Quando cresceu, a mãe de Mary Read tornou-se um pouco mais tímida e em vez de ficar embasbacada a olhar para os rapazes à vista de todos, escondia-se e espreitava-os de trás das sacas e dos caixotes e dos barris que atravancavam o cais. Chamava-se Jenny: E foi crescendo. Ficou uma mulher. Houve então um marinheiro que se encantou por ela e casaram e tiveram um bebé chamado Mark e depois o marinheiro fez-se ao mar e nunca mais voltou.
A Pirata
Luísa Costa Gomes

Espelhos...


quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Espelhos...


Livros NOVOS da nossa biblioteca

www.asa.pt

O ancião tentou abrir os olhos, mas o peso que sentia nas suas pálpebras impedia-o de o fazer. Chegou a pensar que ainda estava a dormir e que a sua mente vagueava, perdida, nas emaranhadas nebulosas dos sonhos. Não fazia ideia, na altura, que um atroz pesadelo começaria a ganhar vida perante os seus olhos, como uma macabra representação teatral, assim que conseguisse abri-los. No princípio, viu apenas o clarão distante de umas tochas que ardiam à sua frente, mas, pouco a pouco, à medida que as suas pupilas se adaptavam à escuridão que o envolvia, foi distinguindo, com horror, os grossos e enegrecidos barrotes de uma cela em penumbras. E, mais além, garatujadas entre as sombras do que parecia der uma gruta subterrânea, as silhuetas fantasmagóricas de corpos imóveis, que pendiam de umas argolas presas ao tecto. Quis gritar de espanto, mas nenhum som chegou a sair da sua garganta, enquanto uma infinidade de pensamentos lutavam na sua mente por entender, sem o conseguirem, que tipo de loucura se tinha apoderado dele.
Kôt
Rafael Ábalos

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Livros NOVOS da nossa biblioteca

www.fnac.pt

- Estamos a avançar. - O homem ao meu lado falou para o microfone que tinha escondido na manga e eu soube que aquelas palavras não eram para mim. O ar de agosto estava quente e carregado com o cheiro do sal e dos fumos dos escapes dos autocarros. As estradas estavam congestionadas ao longo de quilómetros e para one quer que olhasse, só via vermelho, azul e branco. Para onde quer que me virasse, sentia os olhares dos profissionais a fitarem, a observarem, a registarem todas as palavras, a analisarem todos os olhares num raio de vinte quilómetros. Parte de mim queria libertar-se dos homens corpulentos de fato escuro que me escoltavam, um de cada lado; outra parte queria maravilhar-se com os cães de busca que cheiravam caixas a 20 metros de distância. Mas acima de tudo, tive vontade de mentir quando um outro homem, com um bloco de notas e um auricular, perguntou o meu nome.
Quem Vê Caras Não Vê Espiões
Ally Carter

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Livros NOVOS da nossa biblioteca

grupoautentica.com.br
ATENÇÃO!
O/A primeiro/a aluno/a que requistar este livro tem direito a uma surpresa! :)

Sofia tinha esperado toda a vida que a raptassem. Mas naquela noite, todas as outras crianças de Gavaldon estavam a contorcer-se nas suas camas. Se o Reitor as levasse, nunca mais iriam regressar. Nunca mais iriam ter uma vida normal. Nunca mais iriam ver a sua família. Naquela noite, as crianças sonhavam com um ladrão de olhos vermelhos, com o corpo de animal, que as viria arrancar dos lençóis e abafar seus gritos. Mas, em vez disso, a Sofia sonhava com príncipes...
A Escola do Bem e do Mal
Soman Chainani

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Livros da nossa biblioteca

www.leyaonline.com

  (...)
  Assim, sem saber como.
  Sem saber como. Mas o certo é que a Dulce anda ultimamente com pressentimentos, a sensação de ser perseguida, de algum perigo...
  Quase ia jurar que alguém a tinha empurrado. Ia a descer as escadas do prédio. No escuro - a lâmpada no patamar seguinte estava fundida - sentiu uma pressão entre as omoplatas e uma espécie de joelhada na dobra das pernas. Mas a Maria vinha atrás dela e não tinha visto nada nem ninguém. Um terceiro andar sem elevador, comentou-se na vizinhança, era o que dava. Claro, uma senhora da idade da Dulce já não tinha a mesma agilidade de uma menina como a Maria. Não admirava nada que se tivesse desequilibrado. Ainda por cima, as lâmpadas nas escadas andavam sempre a fundir-se.
  - Foi uma sorte, que podia ter-se matado - diz mais uma vez a Ivone. E, realmente, a Dulce já tem uma certa idade.
  - Não é assim ágil como nós, pois não, Maria?
  A Ivone nunca perde uma oportunidade de lembrar que, realmente, é muito mais nova do que a sua amiga e antiga colega Dulce. Fá-lo sem malícia, sem segundas intenções, arregalando os olhos inocentes mas carregados (é do rímel, que usa sempre; sem cosméticos, o olhar da Ivone seria fresco e pueril como o de uma criança).
Uma Casa Muito Doce
Ana Saldanha

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Livros da nossa biblioteca

www.leyaonline.com

   A minha tia Clara tem um coraçãozinho de oiro, não desfazendo. Sempre me lembro dela a contribuir para tudo o que é peditório e campanha de bem-fazer, a comprar lençóis de linho e panos de tabuleiro bordados "pelas meninas do orfanato, coitadinhas", que umas freiras de vez em quando iam mostrar lá a casa, indiferente aos resmungos do meu tio Ernesto que, na sua qualidade de velho republicano, socialista e ferozmente laico, a queria fazer entender que não era assim que as coisas se resolviam.
   Todos os meses a minha tia Clara sentava-se à mesa da casa de jantar a separar o dinheiro que destinava às meninas do orfanato, à Senhora Belmira que era a pobrezinha que às quartas-feiras lhe batia à porta, aos pobres da Conferência de São Vicente de Paula, a uma prima afastada que ia lá jantar aos domingos, a cada uma das dezassete afilhadas que logo no princípio de cada mês lhe entravam porta dentro a pedir a bênção e, se possível, mais qualquer coisita - isto para não falar das moedas que me mandava deitar, sempre que à nossa frente a gente encontrava uma horrorosa estatueta de gesso com um menino loiro ao lado de um menino preto, abanando a cauda à medida que as moedas caíam pela ranhura, sob a qual se lia "Ajudai as Missões".
Pezinhos de Coentrada
Alive Vieira

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Livros da nossa biblioteca

www.fnac.pt

Querida Mathilda
   hoje, o tempo está incerto, a erva dos campos ainda está seca mas, ao fim do dia, o ar já não é ar de Verão. Começa a ficar escuro mais cedo e, com a escuridão, vem-nos da terra um cheiro diferente, mais intenso, o cheiro do Outono. Pensando bem, não me desagrada. Nos meses de Verão, sinto sempre uma certa insegurança. está calor, é difícil concentrar-me, a cabeça torna-se, de repente, pesada e fico sonolenta. A actividade da escrita ajusta-se mais aos climas nórdicos ou invernais. o frio lá fora e a pequenez dos dias, ajudam muito. Para conseguirmos entrar na nossa intimidade, precisamos de longas horas de escuridão e de silêncio.
Querida Mathilda
Susanna Tamaro

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Livros da nossa biblioteca

www.leyaonline.pt

   Acabei de ler um livro chamado O Primeiro Beijo de Tammy. Tem na capa uma fotografia de uma rapariga de lábios cintilantes, cabelo sedoso e covinhas na cara. Apesar de o fotógrafo ter esbatido a foto e a ter retocado com aquele efeito tipo arco-íris, a rapariga está com um olhar fixo, que não é nem brilhante nem feliz. É duro e sombrio. Um olhar de compaixão que nos avalia de alto a baixo enquanto vamos descobrindo a paixão de Tammy, o regresso de Tammy, o beijo de Tammy.
   Foi a minha mãe quem me deu esse livro. Mas acho que é uma indirecta. É um livro para "adolescentes com ânsia de amar e de viver", ou seja, parvinhas de treza anos que acham que a maturidade se mede pelo número de namorados que são capazes de coleccionar num ano. A minha mãe ia adorar ter uma filha como a Tammy, daquelas que estão sempre aos risinhos à volta de rapazes lindos de morrer, a arquitectar estratégias para encontros escaldantes, sempre atarefadas com os seus estojos de maquilhagem, e que pagam contas astronómicas de telefone porque passam horas a fofocar com as amigas.
Eu Sou o Máximo
Rose Wilkins

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Livros da nossa biblioteca

patriciamadeira.com

Este é um romance tão sério como cómico que nos leva ao universo caótico e mutante de Laura Maria (mais conhecida por Lau), uma rapariga de "quase dezasseis anos" - como insiste em dizer - que, embora não escape à regra, recusa considerar-se uma adolescente típica. Perturbada com as mudanças no seu corpo (...) e as sensações novas com as quais ainda não aprendeu a lidar (a dualidade Laura Suave e maria Camionista), Lau Mim não quer apaixonar-se, mas não resiste ao amor, não quer ser adulta, mas detesta que a tratem como uma criança, escolheu viver um dia de cada vez, mas não deixa de preocupar-se com a inevitabilidade da morta e a certeza de que tudo tem um fim. Uma visão fantasticamente lúcida e divertida do que é ser adolescente nos dias de hoje. Para fãs de Adrian Mole e não só.
Lau Mim
Patrícia Madeira

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Cineclube - Estreia


Na 4ª feira, dia 26 de Novembro, abrimos o auditório da nossa escola à primeira sessão do Cineclube com o filme "Os Deuses Devem estar Loucos". A sessão é aberta a toda a comunidade escolar. Apareçam!