quarta-feira, 24 de abril de 2013

"Maus tratos"

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            Gritos desesperados entram no corpo e ficam a doer, magoando a alma e o corpo por fora. Se há paz porquê que nem todos temos direito de usufruir dela? Era este o pensamento de Mónica, que infelizmente, e sem culpa nenhuma teve de passar por uma sucessão interminável de ferimentos psicológicos e físicos deixando marcas exteriores que qualquer um conseguia ver, mas ninguém sabia sequer o que se passava, e nem se davam ao trabalho de conversar com ela como os verdadeiros amigos deveriam fazer.
O medo de pôr os pés em casa crescia cada vez mais, o receio de que a mãe continuasse a castigá-la sem motivo aparente, apenas porque lhe apetecia e se sentir bem vendo alguém sofrer às suas mãos. O pai também não era brando com ela, e nem sequer a protegia da fúria da mãe, chegando  inferiorizar a sua filha, abusando sexualmente dela.
Em casa a sua vida era um verdadeiro pesadelo, feito de gritos, gemidos e choros intermináveis.
A dor que ela sentia era demasiada para uma pessoa só aguentar e encarar a vida com um sorriso.
A casa era o sítio que ela mais temia, embora nunca conseguisse escapar à dor, e estar em paz para consigo própria.
A ideia de que "ela não valia nada" reinava cada vez mais em seu pensamento.
A palavra "denuncia" atormentava-a, mas tornava-se cada vez mais na única saída possível.
    
 Tiago Pacheco  8/A
 João Nuno  8/A



Fausto Bordalo Dias - "A Nau Catrineta"




Lá vem a Nau Catrineta, - Que me tem muito que contar;
Sete anos e um dia - Sobre as águas do mar.
Já não tinham que comer, - Nem tão pouco que manjar,
Deitaram sola de molho - pra no domingo jantar;
A sola estava tão dura, - Não a puderam tragar.
Ditam sortes à ventura - Qual haviam de matar.
A sorte caiu em preto, - No tenente-general.
- Sobe, gajeiro, sobe - àquele mastro real,
Vê se vês terras d´Espanha, - Areias de Portugal.
Palavras mão eram ditas, - Gajeiro caiu ao mar;
Por milagre de Maria - Gajeiro tornou ao ar.
- Já vejo terras d´Espanha - E areias de Portugal,
Também vejo três meninas. Debaixo dum laranjal.
- Todas três são minhas filhas, - Todas três tas hei-de dar
Uma para te vestir, - Outra para te calçar,
A mais bonita delas - Para contigo casar.
Não quero as vossas filhas, - Que lhe custa a criar,
Quero a Nau Catarineta - Para no mar navegar.
- Nau Catarineta não ta dou. - Que é d´El Rei de Portugal.
Quando chegar a Lisboa - Logo lha vou entregar

terça-feira, 23 de abril de 2013

E dos cartazes fizeram-se autocolantes!


Que vão ser distribuídos ao longo da semana.

Semana da Leitura - Algumas imagens do 1º dia








Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor


The Waterboys- This Is The Sea (1985)


These things you keep
You'd better throw them away
You wanna turn your back
On your soulless days
Once you were tethered
And now you are free
Once you were tethered
Well now you are free
That was the river
This is the sea!
Now if you're feelin' weary
If you've been alone too long
Maybe you've been suffering from
A few too many
Plans that have gone wrong
And you're trying to remember
How fine your life used to be
Running around banging your drum
Like it's 1973
Well that was the river
This is the sea!
Wooo!
Now you say you've got trouble
You say you've got pain
You say've got nothing left to believe in
Nothing to hold on to
Nothing to trust
Nothing but chains
You've been scouring your conscience
Raking through your memories
Scouring your conscience
Raking through your memories
But that was the river
This is the sea yeah!
Now I can see you wavering
As you try to decide
You've got a war in your head
And it's tearing you up inside
You're trying to make sense
Of something that you just don't see
Trying to make sense now
And you know you once held the key
But that was the river
And this is the sea!
Yeah yeah yeah yeah yeah yeah yeah!
Now I hear there's a train
It's coming on down the line
It's yours if you hurry
You've got still enough time
And you don't need no ticket
And you don't pay no fee
No you don't need no ticket
You don't pay no fee
Because that was the river
And this is the sea!
Behold the sea!

"Rap Tuga contra a violência"

                                                                                      mensagens.culturamix.com


Violência nunca é solução
Para quem na infância recebeu agressão
Batia-me p'ra ir p'ra a cama cedo
Provocava em mim toda a extensão do medo.
Com muita luta sentia o pavor
O meu corpo era abandonado à dor.
Olho pela janela vejo nevoeiro
Comecei a morrer em Janeiro.
Estas pessoas só merecem carcaças
Provacaram em mim terrorismo e ameaças.
Gestos e palavras embrulhados no medo
Parecia que tinha por cima de mim um grande penedo.
Sons de pânico ardem-me nos olhos sofria agressões aos molhos
Parecia uma cavalo dava-me um açoite
 Metia-me medo à noite.
Imagens de sangue uivava, gemia, gritava
Parecia que o meu coração parava.
Tantas vezes que senti a sua palma
Fiquei com um grande trauma.
O meu corpo estava nas reservas
Falava para mim com a boca cheia de pedras.
Entrou dentro da minha cabeça e do meu pensamento
Sofria em terreno cinzento.
Desejar que o corpo seja terra
Caminhar receoso pelos cantos
A minha vida é coberta cheia de mantos...


Carlos Magalhães
Claúdio Pedrosa

Paulo Ribeiro

Bruno Miranda

8ºA