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segunda-feira, 20 de maio de 2013
Livros da nossa biblioteca
www.dquixote.pt
Da janela do seu quarto, através das cortinas corridas, ela olha a rua já sob o declínio da tarde, observa a luz, ama o dia. Segue o movimento do dia com o olhar cansado e distraído; segue-o até onde, lá muito ao longe, todo ele se curva caindo sobre as crinas do mar. O poente é uma cauda de pavão: espalha sobre a água um arco-íris de penas sangrentas que ardem em sarça, como o sal do lume. Diz adeus ao dia, recolhe-se para o interior da casa - e põe-se a chorar. Chora num pranto comvulo, cheia de paixão.
O Outono sempre lhe trouxera esses sentimentos de mágoa acerca do mundo: a melancolia e um quase desejo de renunciar à vida, num tempo em que tanbém o mundo de despede das alegrias do Verão, para se vergar aos primeiros frios da estação seguinte.
Mas não está dia para que ela se ponha a pensar na morte, nem a encher de tristezas o pensamento. Um tempo luminoso, o dia leve. Nem uma nuvem no firmamento. Sombras, só as que descem dos telhados para o chão, e mais as que se projectam do interior das casas e de cima dos muros, a indicar a hora em que o Sol tomba de borco e a tarde começa a arrefecer.
As Coisa das Alma - Contos
João de Melo
O Outono sempre lhe trouxera esses sentimentos de mágoa acerca do mundo: a melancolia e um quase desejo de renunciar à vida, num tempo em que tanbém o mundo de despede das alegrias do Verão, para se vergar aos primeiros frios da estação seguinte.
Mas não está dia para que ela se ponha a pensar na morte, nem a encher de tristezas o pensamento. Um tempo luminoso, o dia leve. Nem uma nuvem no firmamento. Sombras, só as que descem dos telhados para o chão, e mais as que se projectam do interior das casas e de cima dos muros, a indicar a hora em que o Sol tomba de borco e a tarde começa a arrefecer.
As Coisa das Alma - Contos
João de Melo
Dia Europeu do Mar
valium50.blogspot.com
Mar Português
Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!
Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quere passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!
Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quere passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.
Fernando Pessoa
sexta-feira, 17 de maio de 2013
Dia Mundial Contra a Homofobia
jorgeanderson.blogspot.com
O parlamento aprovou hoje, na generalidade, um projeto de lei do PS para que os homossexuais possam co-adotar os filhos adotivos ou biológicos da pessoa com quem estão casados ou com quem vivem em união de facto. Revista Visão
Com o fim de semana à porta...
www.motoresmagazine.net
www.imt.pt
museudelamas.blogspot.com
...e ainda em Braga...
Dia aberto no Instituto de Medicina Tradicional de Braga. Uma oportunidade para conhecer algumas das práticas da Medicina Tradicional. Ver mais AQUI
...e ainda...
Sábado, 18 de Maio - Dia Internacional dos Museus
Entrada gratuita em todos os museus!
A preparar o Dia Mundial do Ambiente
Celebra-se a 5 de junho, mas por cá, a EB dos Enxertos já começou os ensaios. Promete!
Livros da nossa biblioteca
viajarpelaleitura.blogspot.com
O dia a partir do qual nada continuaria a ser como até aí, na vida de Raimund Gregorius, começou como tantos outros dias. Vindo da estrada nacional, entrou às sete e quarenta e cinco na ponte de Kirchenfeld, que liga o centro da cidade à zona onde se encontra o liceu. Era isso que fazia todos os dias de trabalho durante e ano lectivo, e chegava à ponte precisamente um quarto de hora antes das oito. Quando uma vez encontrou a ponte vedada ao trânsito cometeu um erro na aula de Grego, logo a seguir. Nunca tal tinha acontecido antes, e nunca aconteceu depois. A escola inteira comentou esse lapso durante dias a fio. Quanto mais tempo durava a discussão, maior era o número daqueles que o atribuíam a um erro de audição. Finalmente, essa versão acabou por se impor também entre os alunos que estavam presentes quando isso ocorreu. Era simplesmente impensável que o Mundus, como lhe chamavam, pudesse cometer um erro em Grego, Latim ou Hebraico.
Gregorius olhou em frente, para as torres esguias do Museu de História da cidade de Berna, mais para cima, para a cintura do trânsito e para baixo, para o Aare, com as suas águas glaciares verdes. Um vento agreste, que arrastava núvens baixas, virou-lhe o chapéu-de-chuva e molhou-lhe o rosto com rajadas de chuva. Foi então que reparou na mulher no meio da ponte.
Comboio Nocturno para Lisboa
Pascal Mercier
Mar...
No coração
quero levar
O teu
aroma de mar.
Volta
para mim,
Quero
sentir o teu cheiro de algas e sal.
Rúben Baptista e Hugo Rafael Silva, 7ºA
quinta-feira, 16 de maio de 2013
Livros da nossa biblioteca
www.wook.pt
Olá...
A minha vida decorreu na segunda metade do século XV, o quattrocento como nós, os italianos, lhe chamamos, e durante parte do século seguinte. A esta época foi dado o nome de Renascimento, porque significou o "renascer" da cultura, das artes e das ciências na Europa. Todas a s aactividades humanas foram revividas com uma intensidade como já não se assistia desde os tempos do florecimento da civilização romana.
Dos filósofos aos poetas, dos arquitectos aos pintores, dos reis e papas e até à gente comum, todos nos sentíamos capazes de transformar o mundo. E eu, como filho dessa época, não escapei a esse impulso. Por isso, dediquei-me a pintar, a esculpir, a desenhar fortalezas e máquinas de guerra, a criar máquinas para voar e outros pequenos objectos que tornaram mais fáceis as tarefas do Homem.
Além de observar as estrelas, estudei o corpo humano e dediquei muitas horas à música - gostava de tocar alaúde -, de cozinhar e de preparar banquetes, e até de inventar adivinhas para divertir as damas da corte.
Chamo-me...Leonardo da Vinci
Antonio Tello/Johanna A. Boccardo
Ó Mar Português!
anseiosdaalma-etc.blogspot.com
Ó mar
salgado, quanto do teu sal
São
travessuras pelo bem e pelo mal.
Para
te desafiarmos, quantas famílias choraram,
Quantos
filhos pecaram
Para
te conquistarmos, ó mar!
Valeu
a coragem? Tudo tem valor
Quando
fazemos as coisas por amor.
Amor,
que nos causa dor,
Mas
que importa lamentar
Pois
já passamos o Bojador!
Neptuno,
o teu Deus, o perigo e o abismo te deu,
Mas
há sempre uma luz que se reflete lá no céu!
Letícia Costa e Telma Sousa, 7ºA
quarta-feira, 15 de maio de 2013
Livros da nossa biblioteca
www.presenca.pt
Comecei a escrever este livro quando a minha filha tinha cinco anos. Percebi que eu não ia estar sempre por perto e que tinha muitos pensamentos e sentimentos que queria partilhar com ela. Comecei a escrever-lhe cartas sobre os assuntos que me eram mais queridos, para todas aquelas ocasiões em que uma filha se poderá perguntar o que a sua mãe teria dito sobre o que quer que fosse.
Muito daquilo sobre o que escrevi foi o que a própria vida me ensinou. O resto baseia-se na observação das vidas de outras pessoas. Algumas das lições foram lindas, outras difíceis. Cometi erros e aprendi com eles. Encontrei o amor e a dor, a desilusão e o sucesso - e tenho a certeza de que ainda tenho muito pela frente, mais com que aprender e mais com que crescer.
Não sei que idade terás quando leres as partes que mais te interessam neste livro. A idade não importa. O que importa é se as palavras te falam ao coração da forma que espero. A "voz" em itálico no início de alguns capítulos é a voz de várias filhas, incluindo a minha. À medida que fores lendo, tenho esperança de que estas páginas te dêem inspiração e algumas maneiras diferentes de lidar com os desafios da vida.
Conversas com a Minha Filha
Izabella Little
Comecei a escrever este livro quando a minha filha tinha cinco anos. Percebi que eu não ia estar sempre por perto e que tinha muitos pensamentos e sentimentos que queria partilhar com ela. Comecei a escrever-lhe cartas sobre os assuntos que me eram mais queridos, para todas aquelas ocasiões em que uma filha se poderá perguntar o que a sua mãe teria dito sobre o que quer que fosse.
Muito daquilo sobre o que escrevi foi o que a própria vida me ensinou. O resto baseia-se na observação das vidas de outras pessoas. Algumas das lições foram lindas, outras difíceis. Cometi erros e aprendi com eles. Encontrei o amor e a dor, a desilusão e o sucesso - e tenho a certeza de que ainda tenho muito pela frente, mais com que aprender e mais com que crescer.
Não sei que idade terás quando leres as partes que mais te interessam neste livro. A idade não importa. O que importa é se as palavras te falam ao coração da forma que espero. A "voz" em itálico no início de alguns capítulos é a voz de várias filhas, incluindo a minha. À medida que fores lendo, tenho esperança de que estas páginas te dêem inspiração e algumas maneiras diferentes de lidar com os desafios da vida.
Conversas com a Minha Filha
Izabella Little
Ó Mar!
oboi20.ru
Leonardo e José Carlos, 7ºA
Ó
mar, de águas calmas
E por
vezes perigosas,
Sepultura
de muitas almas,
De
horas muito dolorosas.
Ó
mar, bonito mar
Fazes
de espelho,
Quando
o sol muda de cor
Tu
ficas vermelho.
Ó mar,
doce mar,
Tu
choras de alegria?
Ou de tristeza? Leonardo e José Carlos, 7ºA
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