quarta-feira, 22 de maio de 2013

"Mar Azul"

                                                                                        mil-paisajes.blogspot.com

 


Ó mar azul, meu querido mar,
Nas tuas águas até eu sei voar.
Nas tuas ondas eu consigo imaginar
O quanto é bom estar à beira-mar!

Ó mar misterioso, tu que vales a pena
Mesmo que a tua onda seja pequena.
Eu irei lá estar
Para nos teus segredos mergulhar.
Ana sofia e Ana Cláudia - 7ºF

terça-feira, 21 de maio de 2013

"O Meu Lugar"

                                                                                juninhoreggaeroots.blogspot.com


É lá que eu quero morar,
À beira-mar,
Para surfar
As ondas salgadas do mar.
Luís e Carlos - 7ºF

"As bibliotecas são como aeroportos..."




                                                                                           www.valterhugomae.com



As bibliotecas são como aeroportos. São lugares de viagem. Entramos numa biblioteca como quem  está a ponto de partir. E nada é pequeno quando tem uma biblioteca. O mundo inteiro pode ser convocado à força dos seus livros.
Todas as coisas do mundo podem ser chamadas a comparecer à força das palavras, para existirem diante de nós como matéria da imaginação. As bibliotecas são do tamanho do infinito e sabem toda a maravilha.
Os livros são família direta dos aviões, dos tapetes-voadores ou dos pássaros. Os livros são da família das nuvens e, como elas, sabem tornar-se invisíveis enquanto pairam, como se  entrassem para dentro do próprio ar, a ver o que existe dentro do ar que não se vê.
O leitor entra com o livro para dentro do ar que não se vê.
Com um pequeno sopro, o leitor muda para o outro lado do mundo ou para outro mundo, do avesso da realidade até ao avesso do tempo. Fora de tudo, fora da biblioteca. As bibliotecas não se importam que os leitores se sintam fora das
bibliotecas.
Os livros são toupeiras, são minhocas, eles são troncos caídos, maduros de uma longevidade inteira, os livros escutam e falam ininterruptamente. São estações do ano, dos anos todos, desde o princípio do mundo e já do fim do mundo. Os livros esticam e tapam furos na cabeça. Eles sabem chover e fazer escuro, casam filhos e coram, choram, imaginam que mais tarde
voltam ao início, a serem como crianças. Os livros têm crianças ao dependuro e giram como carrosséis para as ouvir rir. Os livros têm olhos para todos os lados e bisbilhotam o cima e baixo, o esquerda e direita de cada coisa ou coisa nenhuma. Nem pestanejam de tanta curiosidade. Querem ver e contar. Os livros é que contam.
As bibliotecas só aparentemente são casas sossegadas. O sossego das bibliotecas é a ingenuidade dos incautos. Porque elas são como festas ou batalhas contínuas e soam trombetas a cada instante e há sempre quem discuta com fervor o futuro, quem exija o futuro e seja destemido, merecedor da nossa confiança e da nossa fé.
Adianta pouco manter os livros de capas fechadas. Eles têm memória absoluta. Vão saber esperar até que alguém os abra.
Até que alguém se encoraje, esfaime, amadureça, reclame direito de seguir maior viagem. E vão oferecer tudo, uma e outra vez, generosos e abundantes. Os livros oferecem o que são, o que sabem, uma e outra vez, sem refilarem, sem se aborrecerem de encontrar infinitamente pessoas novas. Os livros gostam de pessoas que nunca pegaram neles, porque têm surpresas para elas e divertem-se a surpreender. Os livros divertem-se.
As pessoas que se tornam leitoras ficam logo mais espertas, até andam três centímetros mais altas, que é efeito de um orgulho saudável de estarem a fazer a coisa certa. Ler livros é uma coisa muito certa. As pessoas percebem isso imediatamente. E os livros não têm vertigens. Eles gostam de pessoas baixas e gostam de pessoas que ficam mais altas.
Depois da leitura de muitos livros pode ficar-se com uma inteligência admirável e a cabeça acende como se tivesse uma lâmpada dentro. É muito engraçado. Às vezes, os leitores são tão obstinados com a leitura que nem acendem a luz. Ficam com o livro perto do nariz a correr as linhas muito lentamente para serem capazes de ler. Os leitores mesmo inteligentes aprendem a ler tudo. Leem claramente o humor dos outros, a ansiedade, conseguem ler as tempestades e o silêncio, mesmo que seja um silêncio muito baixinho. Os melhores leitores, um dia, até aprendem a escrever. Aprendem a escrever livros. São como pessoas com palavras por fruto, como as árvores que dão maçãs ou laranjas. Dão palavras que fazem sentido e contam coisas às outras pessoas. Já vi gente a sair de dentro dos livros. Gente atarefada até com mudar o mundo. Saem das palavras e vestem-se à pressa com roupas diversas e vão porta fora a explicar descobertas importantes. Muita gente que vive dentro dos livros tem assuntos importantes para tratar. Precisamos de estar sempre atentos. Às vezes, compete-nos dar despacho. Sim, compete-nos pôr mãos ao trabalho. Mas sem medo. O trabalho que temos pela escola dos livros é normalmente um modo de ficarmos felizes.
Este texto é um abraço especial à biblioteca da escola Frei João, de Vila do Conde, e à biblioteca do Centro Escolar de Barqueiros, concelho de Barcelos. As pessoas que ali leem livros saberão porquê. Não deixa também de ser um abraço a todas as demais bibliotecas e bibliotecários, na esperança de que nada nos convença de que a ignorância ou o fim da fantasia e do sonho são o melhor para nós e para os nossos. Ler é esperar por melhor. 
Valter Hugo Mãe
Jornal de Letras 

Livros da nossa biblioteca



   www.dquixote.pt

    Não era um cão como os outros. Já o meu pai o dizia, quando caçávamos às codornizes nos campos de Águeda.
   - Este cão é um grande sacana, caça um bocado e depois põe-se a fazer a parte, olha para ele, está-se nas tintas para as codornizes e para nós.
   Era uma das suas características, fazer ouvidos moucos, aparentar indiferença, fosse por espírito de independência fosse porque gostava de armar à originalidade. Mais tarde um dos meus filhos diria que o cão tinha apanhado os tiques de certas pessoas da família, numa alusão indirecta ao avô e a mim, esquecendo-se que era ele próprio a quem o cão mais imitava.
   Mas era, também, um cão capaz do inesperado, como, de repente, levantar uma narceja.
   Então o meu pai comovia-se:
   - Este filho da mãe podia ser um bom cão, é pena não estar para isso.
   Mas não estava, essa era a questão. Ele nunca estava para aquilo que dele se pretendia. Desobedecer era a sua divisa, a gente a chamar e ele a fazer de conta. Desde que chegou, ainda cachorro.
Cão Como Nós
Manuel Alegre

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Candidatura de mérito para o projeto "Liga-te à Poesia"

                                                            Professora Elsa Maria Oliveira

Com o projeto "Liga-te à Poesia", a BE/CRE da nossa escola ganhou uma candidatura de mérito concedida pela R.B.E (Rede de Bibliotecas Escolares). A verba disponibilizada para o projeto é de 2200 euros e vai ser gasta no enriquecimento do fundo documental (sobretudo em livros de poesia) e equipamento ("tablets", um bom microfone e um bom gravador audio).

Perguntamos à professora Elsa Oliveira em que consistia exatamente esta candidatura de mérito.

"É um procedimento regular dentro da R.B.E que todos os anos dá a oportunidade às BE/CRE para apresentarem os projetos que estão a desenvolver nas suas escolas. Este ano, nós candidatamo-nos com o projeto "Liga-te à Poesia" e a R.B.E considerou-o válido. Por isso, atribuiu-lhe uma verba para a sua expansão. Assim como à nossa escola,  foram atribuídos prémios a outras escolas do país, cada qual com as suas valências. Aquilo que desta vez aconteceu, de extraordinário, foi que Vizela ganhou duas candidaturas - esta pelo Agrupamento de Escolas de Caldas de Vizela e outra pelo Agrupamento de Escolas de Infías ( Ler para aprender), do qual  também nós somos parceiros. Nestes dois projetos estiveram envolvidos, além dos professores bibliotecários, muitos colegas do pré-escolar, dos 1º, 2º e 3º ciclos. E já agora, também acrescento que a Escola Secundária também foi brindada com oitocentos euros para um projeto "aLer+ Jovem".
O propósito da RBE, com o fomento destes projetos, é o de contribuir para a formação de cada vez mais e melhores leitores. As escolas agradecem!

Vencedores do Concurso "Vamos lá Saber...Francês" - 3º Ciclo

7º Ano
1º Lugar
                                            Marco Oliveira e João Paulo Leal - 7ºB

2º Lugar - Sandra Cunha e Joana Cunha - 7ºE
3º Lugar - Marina Nunes e Rui Gomes - 7ºC

                                                                       8ºAno - 1º Lugar
                                               Bárbara Ribeiro e Gabriela Coelho - 8ºF

2º Lugar - Ana Cláudia Coelho e Carla Silva - 8ºC
3º Lugar - Diogo Carvalho e João Pedro Ribeiro - 8ºE

9º Ano - 1º Lugar
                                                      Loïs da Silva e Patrícia Caldas - 9ºB

2º Lugar - Bruno Guimarães e João Pedro Pereira - 9ºA
3º Lugar - Daniel Figueira e Ana Rita Guimarães - 9ºE



Campanha "Pirilampo Mágico" 2013


                    
Participa com a tua contribuição. 

Livros da nossa biblioteca

                                                                                             www.dquixote.pt


   Da janela do seu quarto, através das cortinas corridas, ela olha a rua já sob o declínio da tarde, observa a luz, ama o dia. Segue o movimento do dia com o olhar cansado e distraído; segue-o até onde, lá muito ao longe, todo ele se curva caindo sobre as crinas do mar. O poente é uma cauda de pavão: espalha sobre a água um arco-íris de penas sangrentas que ardem em sarça, como o sal do lume. Diz adeus ao dia, recolhe-se para o interior da casa - e põe-se a chorar. Chora num pranto comvulo, cheia de paixão.
   O Outono sempre lhe trouxera esses sentimentos de mágoa acerca do mundo: a melancolia e um quase desejo de renunciar à vida, num  tempo em que tanbém o mundo de despede das alegrias do Verão, para se vergar aos primeiros frios da estação seguinte.
   Mas não está dia para que ela se ponha a pensar na morte, nem a encher de tristezas o pensamento. Um tempo luminoso, o dia leve. Nem uma nuvem no firmamento. Sombras, só as que descem dos telhados para o chão, e mais as que se projectam do interior das casas e de cima dos muros, a indicar a hora em que o Sol tomba de borco e a tarde começa a arrefecer.
As Coisa das Alma - Contos
João de Melo

Dia Europeu do Mar

                                                                                            valium50.blogspot.com


Mar Português
 
Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!

Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!
Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.

Quem quere passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.
Fernando Pessoa

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Dia Mundial Contra a Homofobia

                                                                                        jorgeanderson.blogspot.com

O parlamento aprovou hoje, na generalidade, um projeto de lei do PS para que os homossexuais possam co-adotar os filhos adotivos ou biológicos da pessoa com quem estão casados ou com quem vivem em união de facto. Revista Visão

 


Com o fim de semana à porta...

                                                                                    www.motoresmagazine.net

...e ainda em Braga...

                                                                                                  www.imt.pt

Dia aberto no Instituto de Medicina Tradicional de Braga. Uma oportunidade para conhecer algumas das práticas da Medicina Tradicional. Ver mais AQUI

...e ainda... 
Sábado, 18 de Maio - Dia Internacional dos Museus

                                                                                                                                                         museudelamas.blogspot.com

Entrada gratuita em todos os museus!

 


A preparar o Dia Mundial do Ambiente


Celebra-se  a 5 de junho, mas por cá, a EB dos Enxertos já começou os ensaios. Promete!






Livros da nossa biblioteca

                                                                                  viajarpelaleitura.blogspot.com


   
   O dia a partir do qual nada continuaria a ser como até aí, na vida de Raimund Gregorius, começou como tantos outros dias. Vindo da estrada nacional, entrou às sete e quarenta e cinco na ponte de Kirchenfeld, que liga o centro da cidade à zona onde se encontra o liceu. Era isso que fazia todos os dias de trabalho durante e ano lectivo, e chegava à ponte precisamente um quarto de hora antes das oito. Quando uma vez encontrou a ponte vedada ao trânsito cometeu um erro na aula de Grego, logo a seguir. Nunca tal tinha acontecido antes, e nunca aconteceu depois. A escola inteira comentou esse lapso durante dias a fio. Quanto mais tempo durava a discussão, maior era o número daqueles que o atribuíam a um erro de audição. Finalmente, essa versão acabou por se impor também entre os alunos que estavam presentes quando isso ocorreu. Era simplesmente impensável que o Mundus, como lhe chamavam, pudesse cometer um erro em Grego, Latim ou Hebraico.
   Gregorius olhou em frente, para as torres esguias do Museu de História da cidade de Berna, mais para cima, para a cintura do trânsito e para baixo, para o Aare, com as suas águas glaciares verdes. Um vento agreste, que arrastava núvens baixas, virou-lhe o chapéu-de-chuva e molhou-lhe o rosto com rajadas de chuva. Foi então que reparou na mulher no meio da ponte.
Comboio Nocturno para Lisboa
Pascal Mercier 

Mar...




No coração quero levar
O teu aroma de mar.
Volta para mim,
Quero sentir o teu cheiro de algas e sal.
Rúben Baptista e Hugo Rafael Silva, 7ºA

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Livros da nossa biblioteca

                                                                                           www.wook.pt


Olá...
A minha vida decorreu na segunda metade do século XV, o quattrocento como nós, os italianos, lhe chamamos, e durante parte do século seguinte. A esta época foi dado o nome de Renascimento, porque significou o "renascer" da cultura, das artes e das ciências na Europa. Todas a s aactividades humanas foram revividas com uma intensidade como já não se assistia desde os tempos do florecimento da civilização romana.
Dos filósofos aos poetas, dos arquitectos aos pintores, dos reis e papas e até à gente comum, todos nos sentíamos capazes de transformar o mundo. E eu, como filho dessa época, não escapei a esse impulso. Por isso, dediquei-me a pintar, a esculpir, a desenhar fortalezas e máquinas de guerra, a criar máquinas para voar e outros pequenos objectos que tornaram mais fáceis as tarefas do Homem.
Além de observar as estrelas, estudei o corpo humano e dediquei muitas horas à música - gostava de tocar alaúde -, de cozinhar e de preparar banquetes, e até de inventar adivinhas para divertir as damas da corte.
Chamo-me...Leonardo da Vinci
Antonio Tello/Johanna A. Boccardo