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sábado, 25 de abril de 2015

Os 41 anos do 25 de Abril


Imaginam viver num país onde há livros que são proibidos? Não. É difícil imaginar um cenário desses. Imaginam viver num país onde o governo não é escolhido pelo povo? Onde as pessoas não são livres para discordar das decisões tomadas por quem está no poder? Onde há pessoas que são perseguidas precisamente por terem ideias diferentes daquelas de quem os governa? Não. Não quer dizer que ainda não haja países onde as coisas funcionam desta maneira mas, o nosso não é um deles. No entanto, já foi assim em Portugal. Durante muitos anos e até ao dia 25 de Abril de 1974. Há 41 anos atrás. É importante que nunca nos esqueçamos deste dia e que nos lembremos sempre da liberdade que ele trouxe para no nosso país. O 25 de Abril está de parabéns!

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Guerra colonial

A três dias da comemoração do 41º aniversário do 25 de abril de 1974, a BE recebeu o Núcleo de Vizela da Liga dos Combatentes que veio dar uma "aula" de História aos alunos do 6.ºA e 6.ºB.
Em 1973, foi um grupo de militares descontentes com a Guerra colonial que criou o Movimento das Forças Armadas (MFA) e começou a preparar a revolução que criou um regime democrático em Portugal.


O presidente da Liga de Combatentes (Núcleo de Vizela), José Manuel Oliveira, introduziu a sessão com uma breve abordagem dos objetivos da Liga, que abarcam todas as situações de combate em que estiveram envolvidos militares portugueses, inclusivamente, operações posteriores à guerra colonial, em missões da ONU.


Júlio Ferreira, um convidado habitual da BE, por variadas razões relacionadas com os seus interesses pela fotografia, e não só, referiu na sua exposição aspetos que os manuais não ensinam sobre a vida dos militares, nomeadamente, na Guiné.


O sr. Domingos participou como testemunha da guerra colonial, neste caso em Moçambique. A foto apresenta mais uma vez os três convidados enquanto mostram aos alunos presentes alguns objetos de guerra, entre eles um rádio da altura.

Os professores de História e Geografia de Portugal do 6.ºano e a BE agradecem a parceria conseguida.
Amanhã, o 6.ºC, o 6.ºD e o 6.ºE terão oportunidade de assistir à mesma apresentação.

Aproveitem!

segunda-feira, 28 de abril de 2014

...ainda a Semana da Leitura

Os momentos de leitura foram gerais no Pré- Escolar, 1º, 2º e 3º ciclos. Hoje deixamos imagens de alguns desses espaços de encantamento, ainda não divulgados:

Duas alunas do 8º ano, desafiadas pela professora de português, prepararam a história "O Ratinho Marinhero ", de Luísa Ducla Soares, para contar aos colegas mais novos, do 1º ano da EB Enxertos.



 O 8º E também se disponibilizou para contar a história "Vanina a estrelinha do mar", de Rosa Cruz e Rui Oliveira,  aos colegas do 5º A.


 A ilustradora Raquel Costa esteve com turmas do 4º ano. Na EB da Devesinha ofereceram-lhe uma lembrança preparada com todo o cuidado e carinho.


Pelo Jardins de Infância andou a animadora Inácia Cruz que fez as delicias dos mais pequenos com uma dramatização muito engraçada à volta da obra "Alinhas?" de Margarida Teodora Trindade.



Momento mais sério viveram o Rúben e o Tiago que representaram a escola na fase distrital do Concurso Nacional de Leitura (3º ciclo). Foi no dia 23 de abril, Dia do livro e do direito de autor, na Biblioteca Municipal e na Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão.


Em véspera de 25 de abril, conheceram-se, na Biblioteca, duas pessoas de géneros diferentes: as memórias da comunidade e a poesia. São o sr. José Videira, que veio falar aos mais novos dos seus tempos "De babeiro a calças curtas", vividos antes do 25 de abril de 1974. À direita, a professora Conceição Lima, grande impulsionadora do género poético em Vizela e por esse Portugal fora. 
Agradecemos a doação e simpatia de um e de outro.


Os professores, assistentes operacionais e pais juntaram-se para aprender mais sobre livros digitais e leituras "nas nuvens".


Poesia de Abril na biblioteca


A "Poesia de Abril" chegou à biblioteca pelas palavras da professora Conceição Lima. Quando se fala de poesia difícil é não nos lembrarmos desta nossa querida colega que tanto tem feito para a promoção da leitura, e em especial da poesia, aqui em Vizela. Foram lidos alguns textos de autores portugueses que, através da sua palavras, celebraram a chegada da liberdade ao nosso país. Muito obrigada Conceição!

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Os 40 anos do 25 de Abril


Democracia é uma forma de governo em que todas os cidadãos participam igualmente - diretamente ou através de representantes eleitos - na proposta, no desenvolvimento e na criação de leis, exercendo o poder da governação através do sufrágio universal. Ela abrange as condições sociais, económicas e culturais que permitem o exercício livre e igual da autodeterminação política.
in Wikipedia

doceexplosiva.blogspot.com

Antes do 25 de Abril, a expressão "é proibido" era muito utilizada. Achava-se, por exemplo, que ao proibir o acesso a determinadas leituras, os cidadãos não questionariam o regime. Claro que o regime era questionado na mesma. Só que, às escondidas. E foi assim, "às escondidas", que um grupo de pessoas foi planeando a revolução. E é graças a essa revolução que hoje podemos estar, aqui neste blogue, a falar destas questões. É graças a essa revolução que temos liberdade de voto, liberdade de opinião, liberdade de escolha. Sabias que havia uma lista de 900 livros proibidos? Sabias que havia músicas proibidas? Sabias que a coca-cola era uma bebida proibida em Portugal Continental? Imaginas o que é viver num país assim? A democracia é um bem precioso. Há que a preservar. Há que preservar sempre a memória de Abril!

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Experiências da Guerra, Memórias de Abril...





"Quando soube que ia ser pai, o meu maior desejo foi que não nascesse um rapaz; assim nunca teria que ver um filho meu partir para a guerra colonial". Júlio César proferiu estas palavras de lágrimas nos olhos e visivelmente emocionado. Após uma breve introdução, onde foram relembrados pela nossa colega Elsa Oliveira, os momentos que levaram à revolução do 25 de Abril, passou-se a palavra a Júlio César, um veterano da guerra colonial. Enquanto nos relatou a sua experiência de guerra, foram vários os momentos em que as palavras ficaram presas na garganta deste ex-combatente e as lágrimas lhe vieram aos olhos. Passados tantos anos, ainda é bem visível a dor causada pelas lembranças desta época tão terrível da nossa história. Hoje em dia, Júlio César é um dos homens que mantém viva a memória de Abril e esteve hoje na biblioteca para transmitir aos nossos alunos, não só a sua experiência como ex-combatente na Guiné-Bissau, como também para relembrar a importância da Revolução dos Cravos. Muito obrigada pela sua presença!